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Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos no mercado brasileiro nesta quinta-feira (12), em um dia de negócios pontuais e envolvendo pequenos volumes. “No porto, até houve indicações melhores à tarde com a volta do dólar ao território positivo. De maneira geral, sem grandes movimentos hoje”, afirmou o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

O produtor segue focado na colheita e há dificuldade na formação dos preços. Segundo Silveira, as muitas chuvas no Centro-Oeste prejudicam o avanço dos trabalhos e afetam a qualidade da soja em algumas regiões por conta da umidade, o que pode gerar descontos no preço. No Sul, a irregularidade climática também mantém o mercado atento.

Cotações de soja mercado físico

  • Passo Fundo (RS): R$ 125,00 estável
  • Santa Rosa (RS): R$ 126,00 estável
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 117,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,00 estável
  • Dourados (MS): subiu de R$ 108,00 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado encontrou sustentação na aproximação comercial entre China e Estados Unidos e nas preocupações com o clima na América do Sul.

Os agentes apostam em um possível aquecimento da demanda chinesa pela soja americana, ainda refletindo declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O excesso de chuvas no Centro-Oeste do Brasil e a falta de precipitações no Sul do país e na Argentina também deram suporte às cotações.

Por outro lado, novas estimativas reforçam a expectativa de safra cheia na América do Sul. A produção brasileira deverá totalizar 177,985 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 3,8% sobre as 171,48 milhões da temporada anterior, segundo o 5º levantamento da Conab. Na estimativa anterior, a projeção era de 176,124 milhões.

Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário elevou sua estimativa para 48 milhões de toneladas, um milhão acima da previsão anterior, citando condições favoráveis no oeste e no norte do país. Segundo a entidade, as chuvas nos próximos 10 a 15 dias serão cruciais, já que a safra está em estágio crítico de desenvolvimento.

Contratos futuros de soja

O contrato março da soja subiu 13,25 centavos de dólar (1,17%), fechando a US$ 11,37 1/4 por bushel. A posição maio avançou 12,75 centavos (1,11%), a US$ 11,52 1/4.

No farelo, março ganhou US$ 4,90 (1,61%), para US$ 307,90 por tonelada. No óleo, março subiu 0,49 centavo (0,85%), para 57,54 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial fechou a R$ 5,1993, com alta de 0,24%. O Dollar Index avançava 0,10%, a 96,94 pontos. O dólar futuro para março subiu 0,43%, a R$ 5,2210. A mudança de humor no cenário externo propiciou ajustes na moeda americana ao longo da tarde.

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